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16/02/2009

 

Videogames são bons para crianças por encorajar a criatividade e cooperação. A conclusão está em uma pesquisa conduzida pela União Europeia, apresentada nesta quinta-feira (12), e vai contra à reputação violenta de alguns títulos.

 

Nas conclusões apresentadas, algumas surpresas confortáveis para os pais de viciados em games: o estudo do Comitê do Parlamento Europeu encontrou fatores benéficos –e nenhuma ligação definitiva com comportamentos violentos.

 

"Videogames não são perigosos, na maior parte dos casos, e podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades importantes", disse Toine Manders, congressista alemão que autorizou o estudo.

 

Segundo a divulgação da pesquisa, "[eles estimulam] o conhecimento de fatos, e desenvolvem estratégias de reflexão, criatividade, cooperação e senso de inovação."

 

Os 27 países-membros trabalham em conjunto para uma classificação (e, em alguns casos, a proibição) de jogos, conforme os respectivos conteúdos.

 

A pesquisa aponta ainda que os ganhos totais da indústria dos games ultrapassaram os sete bilhões de euros no último ano. Uma pesquisa à parte, feita durante o ano passado, mostrou que videogames superaram em vendas música e outros produtos de entretenimento, pela primeira vez.

 

A pesquisa da União Europeia notou que nem todos os jogos são apropriados para crianças, mas argumentou que alguns livros e filmes também são destinados a uma audiência mais velha. É desconhecida a relação, segundo os dados, entre o estímulo do comportamento violento por meio de alguns games.

 

A pesquisa também aponta para uma solução do estresse paterno, sugerindo o desenvolvimento de um "botão vermelho" que permitisse o controle do conteúdo e a quantidade de tempo de jogo. Não foi descrito, contudo, de que forma este botão funcionaria.

 

Outra pesquisa publicada na semana passada apontou que, entre jovens universitários, a frequência e o tipo de games usados formam um paralelo com o risco no uso de drogas e álcool, dificuldades nos relacionamentos e baixos níveis de autoestima. As conclusões são de uma pesquisa conduzida pela Universidade Brigham Young, de Utah, nos EUA.

 

Fonte: Folha Online




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